Há mais de um século  

A história da Clã se mistura com a própria história do jornalismo científico no Brasil, a partir da chegada do Conde Amadeu Barbiellini-Amidei no início do século XX. Como cientista entomologista, Amadeu veio ao Brasil a convite do médico sanitarista Oswaldo Cruz para ajudar na pesquisa que levaria ao desenvolvimento da vacina contra a febre amarela. Ambos haviam se conhecido na Europa, na Royal Society of London for the Improvement of Natural Knowledge. O motivo do convite foi o fato de ser um mosquito o vetor da doença e insetos eram a especialidade do conde.

 

Mais tarde, foi repórter do jornal Fanfulla, voltado para a então crescente comunidade italiana no Brasil. Inicia assim sua carreira de jornalista. Curiosamente, seu sobrinho-neto Gaspare Barbiellini-Amidei faria o mesmo na Itália, tendo sido diretor do Il Tempo, do Corriere della Sera e produtor da RAI – Radio-televisione Italiana. Como era poliglota, dominando uma dúzia de idiomas, o conde criou, em português, o Entomologista Brasileiro dedicado à sua especialidade, em 1907. Dois anos depois, sua preocupação com os problemas vividos pelos pequenos produtores rurais brasileiros daquela época, carentes de informações que os ajudassem a melhorar sua produtividade nas lides do campo, o leva a unir seu conhecimento científico à sua capacidade de comunicação com a gente simples do campo. Funda, então, em 1909, a primeira editora destinada à popularização do jornalismo científico, com vários livros sobre o assunto e a primeira revista destinada aos pequenos e médios produtores, em linguagem simples e acessível: Chácaras e Quintais. Essa revista circulou por mais de sessenta anos.

 

Amadeu Barbiellini é considerado o pioneiro da divulgação agrícola e científica do Brasil, como informa a placa de rua inaugurada com seu nome na Vila Prudente, em São Paulo, Capital (apesar do erro ortográfico, pois na placa está “Rua Conde Barbielline”, com “e”, mas a família está habituada a isso, já que o próprio nome original era Barbiellini-Amidei e depois se tornou Amadei Barbiellini).

 

Sua vida e obra foram tema de duas teses de doutorado, uma na USP e outra semelhante no Uruguai.

 

A pesquisadora Maria Isabela Landell de Moura, do Departamento de História da FFLCH/USP, defendeu a sua tese de doutorado em História Social  - Cruzada Ruralista: Concepções, Práticas e Estratégias Educacionais.

"É uma coisa muito importante resgatar isto para a nossa história. É conservar a memória do que foi naquele período uma revista que era, praticamente, uma formação para todos os seus leitores. Era uma formação continuada sobre assuntos agropecuários e que chegava aos lares do Brasil todo", afirma Isbela, referindo-se ao importante papel que a revista desempenhou durante o período pesquisado.
 

Um dos brilhantes colaboradores de Amadeu, José Reis, em artigo no jornal Folha de São Paulo, recusou o título que lhe quiseram atribuir, de “pioneiro da divulgação científica no Brasil”. Disse que, por mérito, essa homenagem teria que caber ao Conde Barbiellini.

 

Em 1952, seu primogênito Marcelo Barbiellini Amadei, cria nova revista: O Mundo Agrícola, já voltada para o crescente agronegócio no Brasil e dirigida a agrônomos, veterinários, fazendeiros e produtores rurais de maior porte. Em 1966, seus filhos Marcelo Amadei Barbiellini Jr e Amadeu Amadei Barbiellini Neto, netos do conde Barbiellini, fundam a revista Aves & Ovos, especializada em avicultura. Nesse mesmo ano, Marcelo Amadei começa a ampliar o universo de comunicação do clã Barbiellini para incluir a área audiovisual. Ingressa então na primeira turma da Escola de Comunicações Culturais da Universidade de São Paulo, que depois teria o nome alterado para Escola de Comunicação e Artes – ECA/USP. Contratado em 1969 pela TV Cultura de São Paulo, ali está desde sua inauguração até hoje.

 

Anos mais tarde, a ele se juntaram os filhos Cacá e Daniel Amadei, somando quatro gerações a produzir conteúdos impressos e audiovisuais em diferentes mídias voltados para educação, jornalismo, saúde e bem estar, cultura e entretenimento no Brasil. 

Dos pequenos produtores rurais aos empresários, mulheres e crianças de todos os segmentos sociais, estudantes da educação infantil à pós graduação, milhões de brasileiros já tiveram contato com os conteúdos que produzimos.

 

A vocação para transformar a história de nosso país por diferentes meios de comunicação está no DNA do clã Amadei, reunindo as experiências dos seus três sócios: Marcelo Amadei Barbiellini Jr e seus filhos Cacá Amadei e Daniel Amadei.

 

Isso por enquanto... afinal, a família continua crescendo! 


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